Obras "não-objetos" + artistas cinéticos
atividade proposta para o dia 28 de abr. 2025.
Lygia Clark - Bichos
MATERIAIS
metal: frio / industrial/ familiar/ liso/ resistente/ concreto/ memórias básicas e instintivas
arestas pontiagudas: cuidado/ atenção/ respeito ao material/ interação consciente/ vontade própria
dobradiças: elemento comum/ familiar/ movimento/ flexibilidade/ transformação
não decorativa
falta de pintura: sem distrações
modelação com geometria simples: obra processual
industrial vira meio para experiência humana.
É graças à escolha do material, no caso as chapas de aço, que permitem essa maleabilidade e multiplicidade de posições que “o bicho” é capaz de atingir. Isso porque, juntamente com as dobradiças, há uma flexibilidade que abre margem para execução de diversos movimentos.
Além disso, o metal na sua forma mais crua permite uma maior imersão, contato direto com o não-objeto, já que não abre margem para distrações. é como manusear o não-objeto na sua forma mais pura.
As arestas pontiagudas dão a liberdade para o não-objeto ser o que é, sem a necessidade de cumprir com pré-requisitos do indivíduo. Ele é o que é, independente de ser algo que possa incomodar o usuário.
SENSORIAIS
tato protagonista: se percebe a textura, peso e resistência.
autenticidade: cada movimento altera a obra de forma única.
organismo-vivo: o material interage com a movimentação resistindo e cedendo, o que traz a ideia de um organismo-vivo.
atenção corporal: medo de se machucar com as arestas ou quebrar o objeto, ajuda a prender o espectador.
manipulação sem instruções: cada interação é única e depende da escolha do espectador.
CONTEXTUAL
neoconcretismo: a arte precisa envolver subjetividade, corpo e vivência.
início dos anos 60: ditadura militar - busca pela liberdade de expressão.
o bicho vira comentário político sutil.
influências: artes cinéticas, teorias fenomenológicas (corpo é o centro da experiências do mundo) e artes participativas.
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