segunda-feira, 28 de abril de 2025

Obras "não-objetos" + artistas cinéticos

 

Obras "não-objetos" + artistas cinéticos

atividade proposta para o dia 28 de abr. 2025.


Grupo 1: Amanda Rodrigues, Maria Fernanda Merguízo, Maria Luísa Paulino, Paula Alvinhão, Vitória Bital e Sofia Lima.

Lygia Clark - Bichos



MATERIAIS


metal: frio / industrial/ familiar/ liso/ resistente/ concreto/ memórias básicas e instintivas

arestas pontiagudas: cuidado/ atenção/ respeito ao material/ interação consciente/ vontade própria

dobradiças: elemento comum/ familiar/ movimento/ flexibilidade/ transformação


não decorativa

  • falta de pintura: sem distrações

  • modelação com geometria simples: obra processual

  • industrial vira meio para experiência humana.

É graças à escolha do material, no caso as chapas de aço, que permitem essa maleabilidade e multiplicidade de posições que “o bicho” é capaz de atingir. Isso porque, juntamente com as dobradiças, há uma flexibilidade que abre margem para execução de diversos movimentos.

Além disso, o metal na sua forma mais crua permite uma maior imersão, contato direto com o não-objeto, já que não abre margem para distrações. é como manusear o não-objeto na sua forma mais pura.

As arestas pontiagudas dão a liberdade para o não-objeto ser o que é, sem a necessidade de cumprir com pré-requisitos do indivíduo. Ele é o que é, independente de ser algo que possa incomodar o usuário. 


SENSORIAIS


tato protagonista: se percebe a textura, peso e resistência.

autenticidade: cada movimento altera a obra de forma única.

organismo-vivo: o material interage com a movimentação resistindo e cedendo, o que traz a ideia de um organismo-vivo.

atenção corporal: medo de se machucar com as arestas ou quebrar o objeto, ajuda a prender o espectador.

manipulação sem instruções:  cada interação é única e depende da escolha do espectador.


CONTEXTUAL


neoconcretismo: a arte precisa envolver subjetividade, corpo e vivência.

início dos anos 60: ditadura militar - busca pela liberdade de expressão.

o bicho vira comentário político sutil.

influências: artes cinéticas, teorias fenomenológicas (corpo é o centro da experiências do mundo) e artes participativas.


Julio Le Parc


Julio Le Parc é um artista argentino extremamente importante na arte óptica e cinética. Le Parc foi co-fundador do Groupe de Recherche d'Art Visuel, um grupo de artistas que visava uma maior interação do público com a obra para que essa fosse aprimorada a partir da percepção e da ação.
    O artista argentino, na opinião do grupo, é extremamente interessante, pois em todos as suas séries de trabalhos sempre utilizou técnicas distintas para aplicar o movimento nas obras, por meio de movimentação física, ilusão de óptica, truques de posicionamento de peças, etc.  
    Em sua série mais antiga de trabalhos, "Surfaces", o artista utiliza formas geométricas para representar movimento, instabilidade e progressão. Posteriormente criou a "Surfaces Coleur", uma outra série de arte óptica/cinemática, porém essa tinha um foco maior na interação que os arranjos de cores proporcionavam para as obras, além de não assumir tantas formas regulares e geométricas como a "Surfaces".

 
“Secuencias en rotación en blanco y negro” (1959/2014)

“Alchimie 570” (2024)

Meu comentário: As obras expressam movimentos por ilusão de ótica, por meio de padrões e cores que interagem com nossos olhos e os guiam para um fluxo constante, podemos observar que não existe um foco principal, o que ajuda a manter o nosso cérebro focado e interagindo com a obra.



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